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4. Material e métodos

Este trabalho é composto de duas partes: a) análise descritiva da pecuária leiteira da Região Sul na última década, utilizando dados da Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE de 1990 a 2000 (IBGE, 2002) e b) zoneamento da pecuária leiteira, utilizando a técnica de análise multivariada, baseando-se nos valores de 18 variáveis sócio-econômicas, extraídas ou derivadas do censo agropecuário do IBGE de 1995/1996 (IBGE, 1998) e utilizando-se análise de grupamento seguida por análise discriminante.

O trabalho de zoneamento da pecuária leiteira consistiu da seleção e coleta de informações relacionadas à produção de leite (número de estabelecimentos com atividade pecuária, produtividade animal (litros/vaca ordenhada/ano), produtividade da terra (litros/hectare/ano), taxa de lotação (animais/hectare), efetivo bovino com finalidade leite, efetivo bovino com dupla finalidade), à alimentação do rebanho (área de lavoura temporária, área de lavoura permanente, área de pastagem natural, área de pastagem cultivada, área de capim elefante, área de milho forrageiro, área de cana forrageira) e às tecnologias adotadas (assistência técnica, uso de fertilizantes e adubos, combate a pragas e doenças, irrigação, ordenha mecânica); formatação das bases de dados; análise dos dados e descrição de resultados.

Todas as variáveis sujeitas a efeito de escala foram transformadas para percentual em relação ao seu total no município. As variáveis produtividade animal e produtividade da terra fora mantidas em sua unidade padrão, constituindo-se nas principais determinantes na formação dos grupos. As variáveis transformadas foram usadas, sobretudo, para explicar o padrão de produção tecnológico dos grupos.

Com base nos valores das 18 variáveis citadas, obtidas para os 1.213 municípios, procedeu-se a análise de grupamento (cluster), usando-se o método não hierárquico convergente, por meio do qual foram identificados grupos ou zonas, compostos por diferentes números de municípios. A partir dos resultados obtidos na análise de grupamento, procedeu-se à análise discriminante para avaliar a qualidade da alocação dos municípios em grupos. O número final de grupos foi considerado ótimo quando na análise discriminante foi observada alocação ótima por grupo ou zona acima de 90% de acerto. Desta forma, o número final de acertos na análise discriminante superou 90%.

Os dados foram analisados usando-se o SAEG - Sistema para Análises Estatísticas e Genéticas (EUCLYDES, 1983).

5. Resultados e discussão

A produção de leite do Brasil cresceu 36,5% na década de 90, concentrando-se, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste, que respondem por, aproximadamente, 70% da produção nacional. Avaliando a evolução da pecuária leiteira nas diversas regiões do País, com exceção da Região Norte por sua baixa expressividade (representa apenas 5% da produção nacional), percebe-se que os maiores incrementos de produção ocorreram nas Regiões Centro-Oeste (81,3%) e Sul (50,3%), indicando que a atividade leiteira se desenvolveu mais, neste período, nestas duas regiões (Tabela 1).

Em nível estadual, observa-se, ainda, que, dentre os maiores produtores de leite, destacam-se os três estados da Região Sul, dois da Região Sudeste e um da Região Centro-Oeste. Destes, os que apresentaram maior incremento percentual na produção de leite foram: Goiás (104,65%), Paraná (55,10%) e Santa Catarina (54,23%) (Tabela 1).

Com relação à produtividade do rebanho leiteiro, a média nacional foi, em 2000, de 1.105 litros por vaca ordenhada por ano. Além de não conseguirem mais alcançar esta média em 2000, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste vêm apresentando nos últimos dez anos produtividade sempre abaixo da média nacional.

Apenas as Regiões Sudeste e Sul apresentaram, no período de 1990 a 2000, produtividade média superior à média nacional, sendo a Região Sul a que se destacou.

Em termos de evolução da produtividade animal (litros/vaca/ano), excluindo novamente a Região Norte da análise, pelo motivo anteriormente explicitado, as regiões que mais se destacaram no período de 1990 a 2000 foram a Centro-Oeste (105,5%), seguida pela região Sul (46,7%). Estes incrementos de produtividade estão associados a ganhos tecnológicos e melhoria no manejo dos rebanhos, especialmente, porque houve redução ou estagnação do rebanho leiteiro no período analisado. Trabalhos como os de YAMAGUCHI et al. (2001) e GOMES (2002) corroboram esta assertativa.

Segundo a tabela 1, os menores incrementos percentuais de produtividade nestas duas regiões no período de 1990 a 2000 ocorreram nos estados do Rio de Janeiro (7,46%) e São Paulo (13,69%). Em termos absolutos, as maiores produtividades médias foram alcançadas nos estados da Região Sul: Rio Grande do Sul (1.804 l/vaca/ano), Santa Catarina (1.740 l/vaca/ano) e Paraná (1.558 l/vaca/ano).

A Região Sul participou com 25% da produção nacional de leite no ano de 2000. Deste total, 58% foram advindos de apenas cinco mesorregiões: Noroeste Rio-Grandense (25,0%); Oeste Catarinense (12,5%), Oeste Paranaense (8,0%), Centro-Oriental Paranaense (6,5%) e Sudoeste Paranaense (6,0%).

As mesorregiões que contribuíram com menos de 2% para a produção regional, foram: Centro-Ocidental Paranaense; Norte-Pioneiro Paranaense; Centro-Sul Paranaense; Sudeste Paranaense; Metropolitana de Curitiba; Norte Catarinense; Serrana Catarinense; Grande Florianópolis; Sul Catarinenese; Centro-Ocidental Rio-Grandense e Sudoeste Rio-Grandense.

Em termos de evolução, as mesorregiões geográficas que mais dobraram suas produções no período de 1990 a 2000 foram: Centro-Oriental Paranaense (166%); Oeste Catarinense (119%), Sudeste Paranaense (116%) e Noroeste Rio-Grandense (101%). Vale destacar que, embora a mesorregião Sudoeste Paranaense tenha dobrado sua produção no período, esta continua sendo inexpressiva no contexto regional (1,16%).

As mesorregiões que apresentaram crescimento negativo no período, demonstrando uma retração da atividade leiteira foram: Centro-Ocidental Paranaense (-29%); Grande Florianópolis (-44%), Metropolitana de Porto Alegre (-13%) e Serrana Catarinense (-1%). A mesorregião Metropolitana de Curitiba teve uma estagnação da atividade no período

Diversas análises conjunturais a respeito da Região Sul utilizando os dados do último Censo Agropecuário do IBGE já foram feitas, no entanto o diferencial da análise deste trabalho é que esta não agrega os dados por regiões geográficas (microrregião ou mesoregião), mas sim por padrão de produção. Assim, o que diferencia as unidades de análises não são as divisas geográficas da região, mas os diversos padrões de produção determinados (estrutura de produção, tecnologias adotadas, alimentação animal, uso da terra, etc).

As análises dos dados relativos ao zoneamento socioeconômico da pecuária leiteira da Região Sul mostraram a existência de quatro zonas distintas de padrão de produção de leite na região, com 712, 356, 119 e 26 municípios, respectivamente (Figura 1).

Os 712 municípios localizados na Zona 1, com área aproximada de 350,7mil km2, ocupam 72,9% da área da Região e concentram 34,8% da produção de leite regional. Esta zona apresenta 47,5% do efetivo bovino leiteiro da região Sul, com a menor produtividade média animal (1.249 litros por vaca ordenhada por ano) e da terra (193,5 litros ha-1), com uma taxa de lotação de 1,47 animais por hectare. Apenas 55% deste efetivo tem aptidão para leite, mostrando a falta de especialização do rebanho desta zona, talvez o principal fator responsável pela baixa produtividade alcançada.

Com relação às variáveis ambientais, tem-se que a vegetação predominante da área é formada por 25% de Floresta Subtropical Perenifólia (Mata de Araucária), 17,5% de Floresta Tropical Subperenifólia e 23% área de Pampas. O relevo é, predominantemente, suave ondulado a plano e 63,5% das terras apresenta aptidão para lavoura e 27% aptidão para pecuária. Nas áreas com aptidão para pecuária (Pampas, principalmente), o que impede a introdução de culturas anuais é basicamente a profundidade dos solos, uma vez que se trata de solos rasos.

Os municípios desta zona estão basicamente espalhados por toda a Região, sendo que 14,2% deles estão na mesorregião Sudoeste Rio-Grandense, 8,3% na Sudeste Rio-Grandense, 6,3% na Centro-Sul Paranaense, 6,0% Centro-Ocidental Rio-Grandense e 6,0% na Noroeste Paranaense

As maiores restrições da Zona 1, além da questão já abordada da baixa aptidão leiteira do gado, aparentemente referem-se ao manejo e à adoção de tecnologias.

O fato de apenas 26% da área ter lavoura temporária, 0,10% ser de milho forrageiro, 21% de pastagem natural, 23% de pastagem cultivada, sugere um manejo em que a alimentação do gado é mais à base de pasto, com pouca suplementação volumosa. É que o manejo básico adotado nas regiões mais produtivas do Sul é a introdução de forrageiras de inverno no período do outono e inverno nas áreas de culturas temporárias, aumentando assim a área de pastejo, que passa a ser o somatório das áreas com pastagens e com culturas anuais, aumentando, assim, a disponibilidade de forragem.

Com relação às tecnologias adotadas, somente 16% das propriedades recebem assistência técnica, apenas 24% utilizam adubos e fertilizantes, 42% fazem controle de pragas e 4,2% utilizam ordenha mecânica.

A Zona 2 é composta de 356 municípios, ocupa uma área de 120,7 mil km2 que representa 22,1% da área da Região e concentra 41,7% da produção regional de leite.

Esta zona apresenta 35,5% do efetivo de vacas ordenhadas da região Sul, com a segunda mais baixa produtividade animal média (2.025 litros por vaca ordenhada por ano) e da terra (955 litros por hectare), com uma taxa de lotação de 2,4 animais por hectare. Esta melhora de produtividade pode ser explicada pelo aumento do percentual de gado com aptidão leiteira (72%).

Além disto, percebe-se nestas áreas aumento das áreas com lavouras temporárias (38%) e com milho forrageiro (0,32%), e uma diminuição nas áreas de pastagem natural (18%) e de pastagem cultivada (8,8%), sugerindo que nos municípios em que se tem menores áreas de pasto e maiores áreas de culturas temporárias, que no inverno são ocupadas com forrageiras de inverno e incorporadas às áreas de pastejo, ganha-se em produtividade.

Percebe-se também aumento do uso de tecnologias, que é outro fator que está diretamente associado ao aumento de produtividade animal e da terra, com presença da assistência técnica em 25% das propriedades, utilização de adubos e fertilizantes (37%), controle de pragas (44,7%) e utilização de ordenha mecânica (16%).

Novamente, com relação às variáveis ambientais, não se nota nenhuma restrição que justifique os índices de produtividade alcançados. A vegetação é formada por 33,8% de Floresta Subtropical Perenifólia, 12% de Floresta Tropical Subperenifólia e 12,5% por Campo Subtropical de Altitude. O relevo é, basicamente, suave ondulado a plano e 72,4% da área apresenta aptidão para lavoura.

Os municípios desta zona localizam-se principalmente nas mesorregiões Noroeste Rio-Grandense (24,1%), Oeste Catarinense (12,6%), Norte Catarinense (7,4%) e Vale do Itajaí (6,7%).

A terceira zona na ordem crescente de especialização da atividade leiteira é a Zona 3, composta por 119 municípios numa área de 22,3 mil km2, que representa 4,5 % da área da Região e concentra 19,6% da produção regional.

Esta zona apresenta 14,6% do efetivo de vacas ordenhadas da região Sul, com uma produtividade animal média de 2.300 litros por vaca ordenhada por ano e A produtividade média da terra é de 3.075 litros por hectare com uma taxa de lotação de 4,7 animais por hectare.

A intensificação da produção nesta zona, aparentemente, tem sido feita através da seleção de animais mais especializados, uma vez que 79,5% do gado tem aptidão para leite, representando rebanho com especialização média superior à nacional.

Em termos de caracterização ambiental a área é composta de 30% de Floresta Subtropical Perenifólia e 51% de Floresta Tropical e Subtropical Perenifólia, com 78% área apresentando aptidão para lavoura. O relevo é suave ondulado.

Esta zona está presente, na sua grande maioria, nas mesorregiões Noroeste Rio Grandense (61%), Oeste Catarinense (10%) e Oeste Paranaense (10%).

Nestas áreas, 54% possuem lavoura temporária, 0,83% milho forrageiro, 10% pastagem natural e 3,6% pastagem cultivada. Este fato aliado a uma maior especialização do gado são os principais fatores de aumento da produtividade.

Além disto, os índices tecnológicos são bem maiores, onde 30% das propriedades recebem assistência técnica, 44% utilizam adubos e fertilizantes, 47% fazem controle de pragas e 36% utilizam ordenha mecânica.

A Zona 4, embora pequena – composta de apenas 26 municípios, numa área de 3,5 mil km2 ocupando 0,5% da área da Região e concentrando 4,0% da produção regional é a que apresenta as maiores produtividades médias da Região Sul. Com 2,4% do efetivo de vacas ordenhadas da região Sul, alcança uma produtividade animal média de 2.864 litros por vaca ordenhada por ano e a produtividade média da terra é de 6.699 litros por hectare com uma taxa de lotação de 6,6 animais por hectare

O rebanho desta zona, em quase sua totalidade (85,5%), tem aptidão para leite, um dos principais fatores para explicar as altas produtividades alcançadas.

Os municípios desta zona se concentram, basicamente, em três mesorregiões: Noroeste Rio Grandense (26%), Centro-Oriental Rio-Grandense (21,8%)e Centro-Oriental Paranaense (16,5%), onde a vegetação é composta por Floresta Subtropical Perenifólia (39,5%) e Floresta Tropical e Subtropical Perenifólia (26,8%) o relevo é suave ondulado, basicamente e 83,4% das terras apresentam aptidão para lavoura.

Nesta zona, 58% da área têm lavoura temporária, 3,44% plantam milho forrageiro, 8,2% é composta de pastagem natural e 4,6% de pastagem cultivada. Além disto, 40% das propriedades recebem assistência técnica, 49,4% utilizam adubos e fertilizantes, 56% fazem controle de pragas e 46% utilizam ordenha mecânica.

Pode-se concluir, a partir destes dados ,que se trata de sistemas de produção intensivo misto com gado especializado e utilização de concentrados, pastagens e silagens, com reflexos positivos da produção e produtividade destas áreas.

6. Conclusões

A Região Sul pode ser dividida em 04 zonas distintas com relação ao padrão de produção de leite. As áreas que apresentam os mais altos índices de produtividade animal (média de 2864 litros/vaca ordenhada/ano), localizam-se, principalmente, nas mesorregiões geográficas Noroeste Rio-Grandense, Centro-Oriental Rio-Grandense e Centro-Oriental Paranaense. O que caracteriza estas áreas é a presença de um rebanho altamente especializado (85% apresentam aptidão leiteira) e adoção de um manejo adequado a este potencial do rebanho. As áreas que apresentam os menores índices de produtividade (média de 1249 litros/vaca ordenhada/ano) localizam-se, principalmente, nas mesorregiões Sudoeste e Sudeste Rio-Grandense. Estas áreas apresentam o maior efetivo bovino de toda a Região Sul, porém, em geral, com tradição para pecuária de corte (apenas 55% do rebanho apresenta aptidão leiteira), o que explica, em parte, os baixos índices de adoção de tecnologias para produção de leite.

7. Referências bibliográficas

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Elizabeth Nogueira FernandesI; Matheus BressanII; Rui da Silva VernequeIII - rsverneq[arroba]cnpgl.embrapa.br

IPesquisador, Doutor, Embrapa Gado de Leite, Rua Eugênio do Nascimento, 610, Bairro Dom Bosco, 36038-330, Juiz de Fora, MG. IIPesquisador, Mestre, Embrapa Gado de Leite IIIPesquisador, Doutor, Embrapa Gado de Leite.



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